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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Alunos de MS terão Aula da Cidadania na semana da Consciência Negra

Todos os alunos da rede pública de Mato Grosso do Sul terão uma aula sobre o Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro. Este ano o tema é “Brasil, mostra a sua raça. Faça valer a igualdade”.
A data de realização do debate sobre o assunto fica a critério de cada escola. Segundo o presidente da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Magno Botareli Cesar, uma recente pesquisa da Fundação Perseu Abramo mostrou que grande parte dos brasileiros, cerca de 87%, admite que há discriminação racial no país, mas apenas 4% da população se considera racista.
A Aula da Cidadania é um projeto da FETEMS realizado em parceria com os seus 71 sindicatos filiados e que durante a Semana da Consciência Negra, mais do que aprender sobre a data, a idéia é debater os temas que afetam diretamente as crianças e os adolescentes, principalmente nas questões que envolvem o preconceito racial.
Recentemente, no mês de outubro, a FETEMS realizou a Aula da Cidadania “Em defesa da Escola Pública” para debater temas como o Piso Salarial Nacional e o Plano Nacional de Educação.

Fonte: capitalnews

sexta-feira, 17 de junho de 2011

INAUGURAÇÃO DE BIBLIOTECA EM LARANJAL DO JARI

Foi inaugurada, hoje (17/06/2011) às 10 horas, uma biblioteca em Laranjal do Jari, nas dependência da Escola Municipal de Ensino Fundamental Raimunda Rodrigues Capiberibe.
A construção da biblioteca foi uma parceria do SESI (Serviço Social da Indústria) com a Prefeitura Municipal de Laranjal do Jari. A arquitetura do prédio da biblioteca é moderna e bela; sendo a cobertura em formato de um livro aberto. A acervo atenderá os alunos da escola Raimunda Capiberibe e comunidade laranjalense. 
A comunidade escolar compareceu em pequeno número à inauguração que também contou com a presença da prefeita, da secretária de educação e outras autoridades como representes das empresas públicas, concessionárias de energia elétricas Eletronorte, Eletrobrás e vereadores de Laranjal do Jari.


Visão parcial da biblioteca do SESI

A arquitetura é moderna

População compareceu à inauguração da biblioteca

População e autoridades durante a inauguração da biblioteca
Ambiente agradável e moderno. Beneficiará alunos e comunidade local

O teto possui o formato de um livros aberto

A comunidade da Escola Raimunda Capiberibe está feliz com essa conquista

Biblioteca do SESI, prontinha para inauguração


terça-feira, 7 de junho de 2011

Como melhorar a educação brasileira

Bismarck dizia que nunca se mente tanto como em véspera de eleição, durante a guerra e depois da caça. No que tange às eleições, espero que esteja certo, porque naquela que me parece a área mais nevrálgica para o desenvolvimento futuro do Brasil - a educação - é melhor que aquilo que foi prometido durante a campanha presidencial de 2010 seja apenas retórica eleitoreira. Pois todos os candidatos se aferraram a um discurso quantitativo já superado (mais escolas, mais vagas, mais dinheiro etc.) e evitaram a discussão que importa: como melhorar significativamente a qualidade da educação de nossas escolas.
O que fazer para que o Brasil evolua com a magnitude e a rapidez necessárias? O caminho está na junção de três fatores: práticas de sala de aula, formação dos professores e administração escolar.
Mesmo com o baixo nível de formação de nossos professores e diretores escolares, há uma série de medidas que podem ser aplicadas hoje mesmo, em qualquer sala de aula, que tendem a melhorar significativamente o desempenho do alunado.
Antes, uma nota conceitual. Quando se fala aqui de melhorar o desempenho do aluno, o que se está procurando é o aprendizado, medido por meio de testes como Saeb, Prova Brasil, Pisa, TIMSS e outros, do Brasil e do exterior. A base para as recomendações que vão a seguir é a literatura empírica sobre o tema, publicada em revistas acadêmicas, em que os dados são tratados com rigor estatístico. Ou seja, não são teorias nem opiniões e hipóteses, mas fruto de medição.
Se tivesse de resumir toda a literatura d
e centenas de estudos, de vários países e anos - em uma regra de ouro, diria: o tempo de contato entre o aluno e o professor é muito valioso e escasso, e deve ser usado apenas para atividades educacionais. Tudo aquilo que pode ser feito fora da sala de aula deve ser feito fora da sala de aula.
A primeira prática de um professor efetivo é, portanto, o uso eficiente do tempo de aula. Muitos professores chegam atrasados a suas salas. Perdem tempo fazendo chamada, dando
recados e advertências. É um desperdício. O mais grave ocorre depois. Para muitos dos nossos professores, "aula" significa encher o quadro-negro de matéria e pedir aos alunos que a copiem, depois passar exercícios e pedir-lhes que os resolvam, e finalmente, se sobrar tempo, tirar uma dúvida ou outra. É um erro. Copiar texto é algo que pode ser feito em casa, então deve ser feito em casa. Exercícios, se são feitos pelo aluno individualmente, também. O tempo de sala de aula deveria servir para que professores e alunos conversassem sobre o texto que foi lido em casa e os exercícios feitos em casa.
A segunda prática virtuosa, portanto, é o dever de casa. As pesquisas mostram que alunos que têm de fazer dever de casa mais frequentemente aprendem mais, especialmente a partir da 4ª série. Um estudo feito em Minas Gerais mostrou que alunos de professores que prescrevem e corrigem o dever de casa aprendem mais do que aqueles cujos professores simplesmente o prescrevem. E alunos de professores que, ao corrigir o dever, comentam e explicam os erros e acertos aprendem mais do que aqueles cujos professores apenas marcam o "certo" ou "errado".
Relacionado ao dever de casa também está o tema dos exercícios em sala de aula: são contraproducentes. Subtraem tempo de aula para algo que o aluno pode fazer em casa.
Também na mesma lógica está a questão das provas: alunos que são testados com maior frequência aprendem mais. Faz sentido: quanto mais provas, mais o aluno tem de estudar. Quanto mais estuda, mais aprende.

Outro dado importante da pesquisa: bom material didático ajuda. Um bom livro didático, por exemplo, organiza e estrutura a prática de sala de aula. Uma das demandas do professorado brasileiro é por autonomia. Cada professor se sente no direito de reinventar a roda e criar seu próprio currículo e método de ensino. Na maioria dos casos, e especialmente quando a qualificação do profissional é baixa, é receita para o insucesso.
Um aspecto importante para determinar aquilo que o professor faz em sala de aula é quanto ele sabe sobre o que está fazendo/falando. No Brasil, há uma ênfase muito forte na diplomação universitária dos professores de ensino básico. É uma percepção acertada, já que a pesquisa sugere que professores com ensino superior obtêm melhores resultados (o mesmo não se verifica, curiosamente, com os níveis pós-superiores, como mestrado e doutorado, que se mostram irrelevantes para o aprendizado no ensino básico). Porém, o diabo está nos detalhes: mais importante do que obter o canudo é ter se formado na área em que vai ensinar. A pesquisa mostra que o salto do aprendizado se dá quando o professor cursou faculdade da disciplina que ele ensina. Um professor formado em matemática dará
uma aula de matemática melhor do que outro formado em pedagogia ou história.
A maioria das pessoas acredita também que o tempo de atenção dado a cada aluno é fator importante para o aprendizado, por isso tende a querer salas de aula menores ou mais de um professor por sala. A pesquisa não sugere que essas medidas tragam resultados. É melhor ter um professor ótimo dando aula para 35 alunos do que dois medianos ensinando em turmas de 18.
Outro erro comum que cometemos é acreditar que a tecnologia e a infraestrutura são fatores determinantes para o aprendizado. Costumo ouvir, depois de palestras, as reclamações dos nossos professores de que são forçados ainda a conviver com "cuspe e giz" na era da internet. Felizmente para eles, cuspe e giz não estão obsoletos, porque são apenas mecanismos de expressão de uma tecnologia ainda sem par: o cérebro humano. A pesquisa indica que dar a infraestrutura básica - quadro-negro, cadeira e carteira para todo aluno, prédio protegido das intempéries do clima e com energia elétrica - melhora muito o desempenho do aluno. Mas, depois disso, as adições físicas não têm efeito. Inclusive a
presença de computadores na escola, o que é deveras surpreendente. Depois do básico, o resto é por conta do professor.
Se você é daqueles que gostariam de melhorar a qualidade da nossa educação mas não sabe como, um bom começo é instar a escola de seus filhos ou do seu bairro a seguir essas
práticas simples e eficazes. Não nos transformarão, em um piscar de olhos, numa Finlândia ou Coreia do Sul. Mas são um bom começo.

Fotos: web
FONTE: EDUCAR PARA CRESCER   In: www.luzionline.com.br

segunda-feira, 23 de maio de 2011

NÚMEROS E IMAGENS DA ENCHENTE EM LARANJAL DO JARI - 2011


A partir do dia 16 de maio, o nível da água do rio Jari que já encontrava bastante alto subiu novamente, só que de forma rápida e súbita. Isso fez com que muitos moradores que ainda não haviam deixados as suas residências fossem pegos de surpresa. Até hoje (23.05) o nível da água baixou apenas cinco centímetros em relação ao dia 21.05 quando atingiu o máximo de 3 metros e 10 centímetros acima do normal. Mais de duas mil famílias foram atingidas pelas enchentes do rio Jari em 2011, chegando a cerca de sete mil pessoas afetadas pelas cheias. As aulas estão suspensas em quase todas as escolas municipais e estaduais; as escolas que não estão alagadas, estão sendo usadas como abrigos. A Defesa Civil Estadual e Municipal, o Corpo de Bombeiros e outras instituições têm ajudado na remoção das famílias e de seus pertences da parte baixa de Laranjal do Jari para locais e abrigos situados nos bairros mais altos.
Todas as ruas, passarelas e casas situadas na parte baixa de Laranjal do Jari se encontram inundadas pelas cheias dos rio Jari


A travessia do rio Jari que era feita de catraia em menos de cinco minutos, agora dura entre 20 a 30 minutos. As catraias saem do início do bairro Agreste da garagem da Prefeitura até o porto de Monte Dourado e vice-versa; o valor da travessia que era de 0,50 centavos subiu para R$ 3,00 e agora está custando 2,00

Rua Goiás - Uma das ruas do Centro Comercial completamente inundada com a água chegando na altura dos joelhos

Rua da Usina -  Situada na parte baixa da cidade, Centro Comercial; uma da primeiras ruas a ser tomada pelas águas do rio Jari

Avenida Tancredo Neves - Apesar de completamente inundada continua intensamente transitada por trabalhadores, moradores e curiosos

Há mais de um mês as aulas estão suspensas nas escolas estaduais, municipais e particulares (localizadas nas áreas baixas da cidade), cerca de dez escolas foram inundadas

A Defesa Civil trabalha na remoção das pessoas e seus pertences das áreas alagadas para escolas e outros abrigos localizados nos bairros mais altos de Laranjal do Jari

A Defesa Civil trabalha no resgate e remanejamento dos atingidos pela enchente e no abastecimento de água potável aos insistem em permanecer em suas casas; contradição o carro que nos tempos normais trafegam pela avenida Tancredo Neves e a catraia que agora é usada nos trabalhos de resgate

Onda no meio da Avenida Tancredo Neves; nos tempos de enchente em Laranjal do Jari é assim mesmo

Canoa navegando em plena Avenida Tancredo Neves; em tempos normais a via por pedestres, ciclestas e veículos

Movimento intenso na Avenida Tancredo Neves; a principal via de trâsito e deslocamento da cidade

O nível das cheias do rio Jari, oscila em quase 2 meses de enchente; nos últimos dez anos já foram 4 grandes enchentes; a enchente de 2011 já considerada a terceira maior entre elas; os bairro atingidos são: Malvinas, Três Irmãos, Santarém, Samaúma, Centro, Parte do bairro Nova Esperança

Prédio situado ao lado da Avenida Tancredo Neves, onde o nível da água varia entre dez e oitenta  dez centímetros acima do asfalto

Enchente em Laranjal do Jari, 2011. Interrompeu diversas atividades: comércio, cultos religiosos, aulas, circulação de taxistas e mototaxistas entre outras

Avenida Tancredo Neves - Trânsito intenso e trabalho da Defesa Civil; as crianças ignoram os perigos do contágio de doenças, insetos e animais peçonhentos e afogamento

Avenida Tancredo Neves
A Avenida Tancredo Neves virou um imenso rio por transitam trabalhadores e curiosos; ao lado área destruída por um incêndio em outubro de 2008

Balsa Vitória do Norte - Os trabalhadores das empreiteiras da JARCEL, que antes faziam a travessia do rio Jari entre Laranjal do Jari e Monte Dourado em menos de 5 minutos de catraia agora gastam 2 horas para fazer a mesma travessia de balsa
 Centro Comercial, grande parte dos comércios, farmácias, açougues, padarias, importandoras e escolas estão fechados. Os saques são constantes. Os prejuízos são incalculáveis
A maioria da escolas estão alagadas ou servindo de abrigo. As aulas estão suspensas a mais de um mês por tempo indeterminado até a água baixar

                                               

terça-feira, 26 de abril de 2011

Laranjal do Jari - Enchente de abril de 2011

Laranjal do Jari - Enchente de abril de 2011
Hoje, 27 de abril de 2011 há cerca de vinte dias a cheia do rio Jari começou a inundar as casas situadas nas áreas mais baixas da cidade de Laranjal do Jari.
Até a presente data já foram contabilizadas 3 mortes, duas crianças, de dois e três anos e um senhor de 46 anos que após sofrer um ataque epilético caiu na água e se afogou.
De acordo com o coordenador da Defesa Cilvil, 1.185 famílias já foram atingidas pelas cheias do rio Jari, totalizando 4.397 desabrigados e desalojados.
O nível da cheia já chegou a 2,70 metros, sendo que do dia 25 para o dia 27.04.2011, a cheia baixou de para 2,54 metros.
A Defesa Civil, o Corpo de bombeiros e outras instituições tem ajudado a remanejar as pessoas das áreas ribeirinhas para os abrigos e com cestas básicas.
Os abrigos já são doze, entre eles estão: a Casa do Agricultor, Sede do B.Q. (Associação Bucho Quebrado), Estádio Queirogão; as escolas municipais Terezinha Queiroga, Zélia Con
ceição e as escolas estaduais Mineko Hayashida, Maria de Nazaré Rodrigues, Prosperidade, Santo Antônio do Jari entre outros.
Outras escolas como Sônia Henriques Barreto, Emílio Médici, Irandir Pontes, Weber Eider, Vinha de Luz e Paulo Freire, estão com suas aulas paralisadas há pelo menos dez dias por estarem localizadas nos lugares atingidos pela enchente.
Muitas soluções mirabolantes já são propaladas por várias autoridades como por exemplo a dragagem do rio Jari que comentam está assoreado em cerca de dez metros nas proximidades de Laranjal do Jari; outra solução comentada é a transferência total de todas as pessoas das áreas ribeirinhas para locais mais altos.
Enquanto esperamos pelas soluções definitivas, nos perguntamos quantas enchentes e desperdícios de dinheiro público ainda serão necessários para não mais presenciarmos essas tragédias? Ou será quem alguém está satisfeito ou está lucrando com tudo isso?