segunda-feira, 11 de setembro de 2017

VALE A PENA LER: BANHO DE RIO, CABEÇA FRIA

Por Fernando Gabeira

Tenho viajado pelo interior do Amapá, divisa com o Pará, para conhecer melhor a região que Temer quer abrir às empresas mineradoras. Não estava satisfeito com o debate. É preciso ver de perto. Tenho falado com geólogos, pilotos extrativistas, garimpeiros, para ouvir suas opiniões.
Devo refletir um pouco sobre algumas experiências decisivas do Amapá. Uma delas foi a extração de manganês na Serra do Navio. A outra é o projeto Jari, do famoso Daniel Ludwig, que aconteceu a poucos quilômetros do lugar onde estou baseado. Elas deixaram um rastro de decepção.
Navegando num calor de rachar, vi algumas pessoas no rio, à sombra de uma árvore, apenas com a cabeça fora d’água. Invejei seu conforto. Gostaria de estar assim no momento em que escrevo sobre a semana no Brasil. É preciso muito sangue-frio para falar de alguns temas, como as Olimpíadas de 2016 e as malas cheias de dinheiro de Geddel Vieira Lima, ou mesmo os diálogos de Joesley Batista.
As Olimpíadas foram desastrosas para a imagem do Brasil. No princípio, argumentávamos que elas foram pensadas num momento de euforia econômica. A chegada da crise iria mostrar ao mundo nossa vulnerabilidade. Depois, surgiu o debate sobre a Baía de Guanabara e a poluição nas lagoas do Rio. Era ingênuo supor que, ao se revelar para o mundo, os observadores não iriam descobrir que ainda estamos no século XIX em termos de saneamento.
Passados os jogos, reacendeu a discussão sobre o legado. Piscinas abandonadas, velódromo em chamas. Percebemos ali que a tendência era perder muitas das construções, algumas delas superfaturadas.
Quando o “Le Monde” denunciou o suborno para que o Rio fosse escolhido, emergiu de novo a figura de Arthur Soares, o Rei Arthur da corte de Sérgio Cabral. Mas o tema caiu num certo vazio. Era muito constrangedor para nós. Alegrei-me quando Malu Gaspar fez um perfil de Rei Arthur na revista “Piauí”. Pensei: agora sim, não só o enigmático personagem viria à tona como vai ficar mais claro o mal que esse gente fez ao Rio e o tremendo desgaste que os dirigentes, eufóricos com a escolha, impuseram à imagem do Brasil.
A Operação Unfair Play, em colaboração com investigadores franceses, confirma a denúncia do “Le Monde”. E mostra que além de Cabral e do Rei Arthur, contaram também com Carlos Nuzman. Os dirigentes esportivos disputam hoje com os políticos quem joga mais baixo a imagem do Brasil. Nuzman está proibido de participar do sorteio das Olimpíadas. A polícia não o deixa mais sair do país. O presidente da CBF também não deixa o país, com medo de ser preso lá fora.
Devem olhar para as cadeiras vazias do Brasil e lamentar como um país de importância internacional tenha chegado a esse ponto. A medalha de ouro no constrangimento nacional foi a descoberta das malas e malas de dinheiro no apartamento usado por Geddel Vieira Lima, em Salvador.
R$ 51 milhões, horas de trabalho contando o dinheiro nas máquinas. A imagem dessas malas cheias de dinheiro correu mundo, um político de segundo escalão no Brasil tornou-se uma espécie de Tio Patinhas. Creio que o melhor caminho para contornar o constrangimento no exterior é o que usamos aqui dentro para nós mesmos: tudo isso está acontecendo porque há uma competente investigação policial, que conta com o apoio da maioria da população.
Os mecanismos de justiça ainda não parecem à altura do desafio quando vemos que Geddel estava solto, sem tornozeleira, porque não havia dinheiro público para comprá-las. A um quilômetro dali, Geddel acumulava dinheiro para comprar todas as tornozeleiras do país. Suspeito que o dinheiro daria para comprar a fábrica. De qualquer forma, o dinheiro foi recuperado, e, segundo ouvi no rádio, Geddel ocupa hoje o sétimo lugar no ranking de maior assalto no mundo.
Ao pensar nas gravações de Joesley Batista, enquanto descia o rio de volta para Laranjal, tive inveja de novo dos meninos mergulhando no rio Jari. A delação de Joesley foi o ponto mais vulnerável da Lava-Jato, e por ele entraram também os adversários que querem enfraquecer o combate à corrupção e deixar tudo como está. Há sempre tempo, numa operação complexa como essa, para reparar erros. O melhor caminho, creio, é o de anular a delação de Joesley, mantendo as provas que ele entregou.
Lula, Dilma e o dirigentes do PT foram denunciados. A situação do partido se agrava, e seguem numa caravana pelo Nordeste que lembra um pouco a Caravana Rolidei, numa espécie de despedida. Apesar de o filme de Cacá Diegues “Bye Bye Brasil” ser mais poético e complexo; por isso foi tão discutido por ensaístas no exterior.
A aposta do PT em negar as acusações, reduzi-las a uma perseguição política, continua de pé. Mas vai transformá-lo em algo mais próximo da religião. Será preciso acreditar neles, apesar de todas as evidências, supor que a crise econômica nasceu com o governo Temer, que os assaltos gigantescos à Petrobras não aconteceram.
Benza Deus, como se dizia em Minas. A semana merecia um banho de rio.

Fonte: Diário do Amapá

Fonte: galeravaledojari.blogspot

Fonte: galeravaledojari.blogspot 

Fonte: Heraldo Amoras

Fonte: galeravaledojari.blogspot
Fonte: oglobo

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

SE FAZ NECESSÁRIA A PRESERVAÇÃO DA AMAZÔNIA?

POR 
O século XIX ainda não terminara quando o médico e explorador francês Jules Crevaux se tornou o primeiro ocidental a atravessar as montanhas do Tumucumaque, no Amapá, que encastelam o extremo norte do Brasil. Como tantos antes dele, buscava o mítico El Dorado. Encontrou só doenças desconhecidas, florestas quase intransponíveis e desbravou o Oiapoque.
Como nos tempos de Crevaux, a expressão até onde a vista alcança não se aplica às terras da Amazônia compreendidas pela Renca, na fronteira do Pará com o Amapá. O oceano verde parece transbordar pela curvatura da Terra. Ilusão de ótica provocada pela sucessão de florestas de copa fechada que ao longe parecem uma só massa verde.Crevaux morreu sem ver traço do minério precioso que só a tecnologia do século XX indicou existir, mas ajudou a alimentar a febre do ouro. Uma febre que nunca desapareceu e foi renovada com a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca).
Um oceano profundo, impenetrável para Crevaux e para os satélites do Google Earth. Mesmo cravejada de pontos de ocupação — entenda-se de desmatamento — a floresta ainda domina pessoas e animais, como o faz há milhares de anos.
O ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, alega que não se trata de um paraíso. E de fato o elenco de crimes ambientais e fundiários típico da Amazônia está presente em vários pontos das unidades de conservação e fora delas. Invasões, grilagem e desmatamento.
E a criação da Renca nunca conseguiu impedir a extração ilegal de minério nessa região. Seja por empresas irregulares ou garimpeiros isolados. Ainda assim, a maior parte da floresta se manteve de pé. O decreto mais recente promete punir os infratores e não lhes conceder licenças. Fica sem explicação, porém, o por quê de isso não ter sido feito antes, já que não há novidade na ilegalidade nem na presença deles ali.
Nos 47 mil quilômetros quadrados da Renca — uma terra do tamanho da Dinamarca ou um Espírito Santo — reina a Amazônia profunda, que controla nuvens, rios, o clima de boa parte da América do Sul. Essas matas e suas trocas diárias com a atmosfera influenciam o clima no Sudeste e no Centro-Sul do Brasil. Não se trata de conservacionismo ortodoxo, mas de serviço ambiental crucial para o restante do país,com impacto na geração de energia e na agricultura.
Ali está uma das últimas fronteiras de vida selvagem e regulação climática da Terra. E o que até agora era considerado o grande oásis de biodiversidade e segurança da integridade da Amazônia.
O Amapá costumava se orgulhar de ser o estado que menos desmata. No novo decreto da Renca, o governo destaca, sem explicitar o motivo da menção, que o desmatamento este ano rompeu a série de aumentos e caiu. E mais não disse.
Diferentemente do Pará, que lidera as estatísticas de desmatamento, o Amapá tem cerca de 74% do território em unidades de conservação e terras indígenas. Menos de 10% da biodiversidade são conhecidos, mas estima-se que as espécies cheguem a quase 800 mil. O valor em serviços ambientais e para a indústria de biotecnologia nem se arranha a ser estimado.
A maior parte dessas florestas é tão remota — só se chega de barco em viagens que se contam em dias ou de aviões que pousam em pistas esparsas e precárias — que permanecem em boa parte terra incógnita. Os poucos habitantes — sejam índios ou não — vivem quase sempre nas bordas, junto aos rios. Mas é no interior dessas matas —com uma profusão literalmente ainda inumerável de espécies de plantas e animais — que a Amazônia exibe toda a sua opulência.
O novo decreto que abre áreas da Amazônia à exploração mineral não diz respeito à opulência do que está sobre o solo. Seu objetivo são as jazidas do subsolo. Riquezas que desde os tempos da busca do El Dorado, dos devaneios de Pizarro, alimentam sonho, cobiça, riqueza e destruição.
No território compreendido pela Renca há sete unidades de conservação. Três são de proteção integral: Estação Ecológica do Jari, Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e Reserva Biológica de Maicuru. Quatro são de uso sustentável: Reserva Extrativista Rio Cajari, Floresta Estadual do Paru, Floresta Estadual do Amapá e Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru. Há também duas terras indígenas: Rio Paru D’este e Waiapi. Em apenas uma delas, a da Floresta Estadual do Paru, o plano de manejo prevê a possibilidade de mineração.
Mas com a liberação para a mineração de áreas contíguas, se teme que as florestas das unidades de conservação sofram, desbastadas pela abertura de estradas, ferrovias e povoados, legais ou não.
A História da Amazônia ensina que, quando aumenta a corrida por minérios preciosos, se segue uma torrente de novos moradores numa terra onde a desordem fundiária impera.
A Renca jamais teve como meta proteger a natureza. O fez por efeito colateral. A Renca foi criada em 1984, num dos decretos finais da ditadura. Seu objetivo era assegurar ao Estado brasileiro a exclusividade de recursos minerais, que prospecções até hoje, em tese, preliminares, indicam haver coisas muito mais valiosas do que cobre. Nos anos 1970, pesquisas geológicas estavam em alta, nos rincões da Amazônia inclusive. Por esta época encontrou-se a Província Mineral de Carajás, no sudeste do Pará. E também outras áreas. A que veio se tornar a Renca estava entre elas.
O nome Renca engana. O cobre é o primo pobre dos tais associados, ouro, tântalo, manganês entre outros. O governo tinha a exclusividade da pesquisa. Tinha, mas não usou esse direito. E a Renca, no radar das mineradoras, foi esquecida pelo restante do país.
O decreto fala em licenciamento e fiscalização rigorosos. Mas o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, o maior desastre ambiental da História do Brasil e o pior com barragens de mineração do mundo, está aí para provar que os processos de licenciamento e fiscalização têm falhas graves.
O Ibama, cujos fiscais enfrentam risco de vida em operações na Amazônia, teve o orçamento reduzido em 42% desde 2012. Falta dinheiro até para combustível de viaturas usadas na fiscalização.
Um dos pontos polêmicos é a degradação de áreas protegidas com contaminantes vindos de fora de seus limites. Cientistas têm encontrado mercúrio nos rios da Amazônia, proveniente dos garimpos ilegais. Aberta a porteira para a mineração legal em grande escala, não há como garantir hoje, que mesmo que se cumpram todas as regras de segurança possíveis, os garimpos fora da lei deixarão de despejar venenos nos rios.
A abertura de novas áreas à mineração pode trazer recursos a médio e longo prazos. Mas em áreas sensíveis, como a Amazônia, pode trazer também prejuízos imediatos ao país, se não vier acompanhada de garantias de infraestrutura de segurança ambiental eficiente, provida de recursos e operacional. E esta não existe hoje na prática.



Fonte: oglobo

BOM EXEMPLO: Estudante cria vasos com sementes de açaí


Produtos ecológicos são montados com a fibra e borra separados das sementes. Jovem de 17 anos viaja no domingo 3 para apresentar projeto em evento no México.

Com o intuito de promover uma destinação ecológica para as sementes de açaí, a estudante amapaense Aira Beatriz Souza, de 17 anos, elaborou um vaso biodegradável à base do produto. A ideia surgiu após ela perceber que os vasos podem ser usados como insumos biológicos em plantas. O projeto da jovem foi o único do Brasil selecionado para a Copa Science de México 2017, uma feira internacional de ciências que acontecerá na cidade mexicana Culiacan.
Segundo a estudante, esses vasos são embalagens ecológicas que servem de substratos quando decompostas no solo, além de não deformar as raízes das plantas. O biovaso apresenta também sinais de retenção de umidade e resistência, com durabilidade de aproximadamente dois meses.
Usando moldes de plástico, a estudante explica que montou os vasos com a fibra e borra que foram separados das sementes, após a etapa de despolpamento. Depois de serem moldados, os vasos são postos para secar ao sol por cerca de 48 horas.
“Deixo as sementes secarem ao sol para fazer a separação dos materiais e com a borra e as fibras, faço a massa que será moldada. Então, após 48 horas no sol, os vasos estão prontos para serem usados com as plantas. Pode ser enterrado junto com a planta porque serve de insumo biológico”, explicou Aira.
A aluna apresentou o projeto para a mãe, Danielle Britto, professora em uma escola pública da capital onde Aira criou em 2016 um projeto de lixeira sustentável feita de tubos de papelão e lonas de vinil. A iniciativa foi logo aceita e ambas inscreveram o projeto do biovaso em um evento de ciências em São Paulo, onde ele foi apresentado.
A estudante, que cursa o terceiro ano do ensino médio em uma escola particular de Macapá, teve a ideia apoiada pela Embrapa Amapá, que está dando todo o suporte para que a pesquisa dela ganhasse notoriedade.
“É nítida a quantidade de caroços de açaí que são descartados na região Norte, então com certeza o potencial para o desenvolvimento do projeto é grande. A Embrapa colaborou nas análises do biovaso e demos esse apoio”, explicou a pesquisadora da Embrapa Amapá, Daniela Gonzaga.
A adolescente embarca no domingo (3) para o México, junto com estudantes de diversos países. Considerada uma das maiores feiras de ciências das Américas, o evento na cidade de Culiacan, no estado de Sinaloa.
“Vai ser um momento de grande aprendizagem para mim, trocar experiências com estudantes de outras culturas e poder falar com vários profissionais da ciência. Pretendo levar este projeto, que ainda está em fase de estudos, para que seja aproveitado na economia ecológica no Amapá”, ressaltou Aira.
 -  Vasos são embalagens ecologicamente usadas para plantas  Foto: Reprodução/Rede Amazônica
 Vasos são embalagens ecologicamente usadas para plantas Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Fonte: folhago

terça-feira, 18 de julho de 2017

ATÉ ONDE VAI O DIREITO DE PROTESTO

No último dia 17/07, passei por uma situação inusitada ao viajar de Laranjal do Jari até Macapá.
Até onde entendo, quando compramos um bilhete de passagem, isto gera um contrato entre entre você e a empresa, onde a empresa cara um valor e assume a responsabilidade de transportar o passageiro e sua bagagem do local de origem até o destino.
Acontece que no Amapá e, mais especificamente no trecho entre Macapá e Laranjal do Jari e vice-versa, os problemas que ocorrem no trajeto como quebra de ônibus, atoleiro, defeito no ar condicionado é o passageiro que assume as consequências. 
Na maior parte das vezes o motorista nem se dar ao trabalho de entrar no veículo para informar aos viajantes sobre o que está acontecendo. Fora o tratamento dispensado por esses profissionais que é da pior qualidade: quando é solicitada uma informação, não respondem direito, com a "cara fechada", incapazes de dar um bom dia ou boa noite. Um verdadeiro aviltamento ao direito do consumidor.
Mas a revolta do do dia 17 teve mais especificamente ver com o protesto que estava sendo realizado pelos moradores do Assentamento Nazaré Mineiro, devido a falta d'água naquele bairro. Esses moradores decidiram então interditar a BR 15, na altura daquela localidade. Protestar, tudo bem, ainda mais por uma causa tão nobre. 
Agora, utilizo uma velha máxima e que cabe tão bem aqui, "O seu direito vai até onde começa o meu". Que culpa tem as pessoas que precisam viajar até a capital para resolver seus problemas, muitas vezes urgente, da situação dos moradores do Nazaré Mineiro?
Então o cidadão que comprou sua passagem pagando o valor pedido pela empresa tem que descer e andar cerca de 200 metros subindo uma ladeira enorme carregando seus pertences por conta de um problema que é do governo, dos moradores ou sei lá de quem!
Aliás, interditar BR no Amapá virou moda, como já há algum tempo atrás e algumas vezes ocorreu na comunidade Maracá.
E, o absurdo é que as autoridades competentes que são muito bem paga pra isso, caso da PM assiste tudo de braços cruzados, como se nada tivesse acontecendo enquanto o cidadão honesto que paga seus impostos é aviltado de seus direitos.
É por essas e por outras que eu estou ficando um cidadão revoltado com esse país sem lei, onde tudo pode!

domingo, 25 de junho de 2017

FÁBRICA DA JARI SERÁ INVESTIGADA

Fábrica da Jari Celulose será investigada (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Chaminé da fábrica da Jari - Fonte: Rede Amazônica
 A fábrica da empresa Jari Celulose, será investigada pela Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal, que vai apurar denúncias de contaminação do solo e da água da região por resíduos químicos.
O requerimento para a investigação foi aprovado na comissão em Brasília em 13 de junho após solicitação conjunta dos senadores Davi Alcolumbre e Randolfe Rodrigues. Através de nota, a Jari Celulose respondeu na quinta-feira (22/06) sobre as alegações de danos ambientais.
"A suposição de crime ou desastre ambiental causado pelo processo industrial da Jari no município de Vitória do Jari é, inegavelmente, um grande e lamentável equívoco! A empresa possui todas as licenças ambientais de sua fábrica vigentes e respeita, rigorosamente, todos os limites de emissão legalmente estabelecidos, sejam eles hídricos ou atmosféricos, valendo destacar que em diversos parâmetros de medição a empresa está muito abaixo do permitido", diz o documento. 
Empresa de celulose está situada no Vale do Jari, Sul do Amapá  (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Parte das plataformas de celulose e caldeira da Fábrica da Jari - fonte: Rede Amazônica
A reclamação de moradores da região, principalmente do município de Vitória do Jari diz respeito ao suposto comprometimento dos recursos naturais a partir de possível contaminação, que estaria acontecendo na forma de fumaça e despejo de líquidos no rio Jari.
A fábrica foi instalada no lado paraense, na localidade de Munguba, município de Almeirim, em 1978 e as denúncias sobre doenças causadas a moradores foram feitas à comissão. 
Na Comissão de Meio Ambiente, o procedimento inicial da investigação será a realização de uma auditoria ambiental na fábrica, além da promoção de audiência pública para ouvir a versão empresa.
A Jari Celulose lembra que foi alvo de ação semelhante em 2011, onde a empresa foi apontada como responsável pela contaminação em Vitória. Na época, segundo a fábrica, a ação foi julgada improcedente pela falta de indícios que relacionassem a poluição com as atividades.
"É bastante claro que as queixas de alguns moradores com déficit de saúde, dentre eles problemas estomacais, náuseas e micoses, sugerem absoluta compatibilidade com as carências primárias da região do Vale do Jari, como ausência de água tratada, esgoto e saneamento básico e não resultam de suposta poluição causada pela fábrica da Jari", reitera a nota. 
Fonte: G1.

domingo, 12 de março de 2017

TRECHO SUL DA BR 156 SERÁ ASFALTDO PELO EXÉRCITO

Convênio com GEA e Dnit pode garantir asfalto entre Macapá e Laranjal.
Trecho de 242 quilômetros sem pavimentação será dividido em quatro lotes.

 Após reuniões ao longo da semana em Brasília, o Governo do Amapá, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o Exército Brasileiro, confirmaram a parceria para asfaltamento que quatro lotes do trecho Sul da BR-156, entre Macapá e Laranjal do Jari. Dos quatro trechos, pelo menos 60 quilômetros serão pavimentados pelos militares.
A estrada federal entre municípios é completamente de terra a partir do entroncamento com a BR-210, e tem ao todo 242 quilômetros sem asfalto. O trecho foi dividido em quatro lotes, sendo um de responsabilidade do governo, dois do Dnit e um do Exército, que será o que parte da cidade de Laranjal do Jari. O objetivo é ter as três frentes trabalhando ao mesmo tempo.
 "Passei a defender que teríamos que ter três ações de atuação na BR-156 entre Laranjal do Jari e Macapá. Queríamos trazer o Exército também para essa obra, porque eles já atuam em outros cantos do Brasil, principalmente na BR-163, que liga o Norte ao Centro-Oeste. Levei esse assunto para a bancada e para o Dnit", detalhou Waldez Góes, governador do Amapá.
Atoleiros atrasam viagens para Laranjal do Jari (Foto: Dalton Pacheco/Arquivo Pessoal)
Sem pavimentação, trecho Sul da rodovia sofre com
atoleiros (Foto: Dalton Pacheco/Arquivo Pessoal)

Sobre o cronograma da obra, o chefe do Executivo prevê que ainda em 2017 o estado retorne as obras, no primeiro trecho entre Macapá e Laranjal do Jari, e o Dnit licite os dois trechos intermediários, que ficarão à cargo do Governo Federal. Para o Exército atuar na rodovia a partir de 2018 será necessária a realização de um convênio com o Dnit para repasse da área. 
“Somos usuários da rodovia e este é um momento que consideramos histórico, pois coincide com a implantação do Comando de Brigada em Macapá, cidade estratégica para a garantia da soberania e integridade nacionais”, destacou o general Osvaldo de Jesus Ferreira, chefe de Departamento de Engenharia e Construção do Exército.

Fonte: G1/AP

sábado, 11 de março de 2017

OBRAS DA PONTE SOBRE O RIO JARI SERÃO RETOMADAS

A ação amplia as possibilidades de integração de importantes rodovias de escoamento do setor produtivo na Região Norte
O governo federal assegura a retomada das obras da ponte sobre o rio Jari, que liga o Pará ao Amapá, paralisadas desde 2009. Nessa quarta-feira (8), os ministérios da Integração Nacional e das Cidades, juntamente às bancadas federais de ambos os estados se reuniram para definir os detalhes da execução das ações e continuidade da obra.
Durante o encontro, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, reforçou a importância da construção da ponte e afirmou que ela representa muito para o desenvolvimento da Região Norte, pois é uma obra que une duas regiões com grande potencial de crescimento. Destacou ainda que a iniciativa amplia as possibilidades de integração de importantes rodovias de escoamento do setor produtivo na região.
Já para o governador do Amapá, Waldez Góes da Silva, o apoio do ministro da Integração foi fundamental para a continuidade da obra. O governador também destacou que a retomada do projeto representa um grande passo rumo ao desenvolvimento e consolidação do Arco Norte.
Usufruir dessa ponte é um sonho antigo da população da região do Jari.
Ponte sobre o rio Jari- Fonte: Heraldo Amoras

Colunas de sustentação da ponte sobre o rio Jari-Fonte:Tribuna Amapaense
Base de sustentação da ponte sobre o rio Jari-Fonte: G1/AP
Coluna de sustentação da ponte sobre o rio Jari-Fonte: Blog Amapá no Congresso
Estágio atual da ponte sobre o rio Jari - Fonte: G1/AP
Resultado de imagem para ponte sobre o rio oiapoque
Ponte sobre o rio Oiapoque-Um sonho ver a ponte sobre o rio Jari assim-Fonte:Diário do Amapá

Fonte: Portal Brasil